Segundo TJMG, multa por abandono de sessão em novembro foi mantida.
Ércio Quaresma e Fernando Magalhães comentaram decisão.
A multa também deve ser paga pelo advogado Zanone de Oliveira Júnior, que, segundo a Justiça mineira, não manifestou interesse em retornar ao caso. O defensor justificou ao G1motivo de agenda profissional. “Essa causa está me tomando muito tempo e estou tendo problemas com outros clientes. Como esse júri se aproxima, requer atenção total dos advogados porque o processo já está com 16 mil páginas.”, disse. O julgamento de Bola, Bruno e Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, está previsto para 4 de março.
De acordo com Fernando Magalhães, a juíza não poderia impedi-los de atuar no caso. “O abandono do júri foi o abandono de um procedimento. Em momento nenhum, estivemos fora do processo. Quanto à multa, iremos recorrer e estamos sendo acautelados pela OAB em Minas e federal, que têm nos auxiliado no recurso”, afirmou. O advogado explicou que o recurso já está preparado e que deve ser impetrado, ainda sem data.
“Nós fizemos o que nunca deixamos de fazer: atuar na defesa do Bola. Nós jamais abandonamos a causa e sim um ato processual”, disse o advogado Ércio Quaresma. Segundo ele, a saída da sessão do júri em novembro não representava o abandono do caso. Em relação à multa, a intenção é recorrer. “Nós vamos recorrer, quando for determinada a execução, vamos tomar as medidas que nos couber", afirmou. O advogado comentou a saída de Zanone. “Foi uma opção dele, mas entendemos. O Marcos aceitou tranquilamente e continua depositando confiança em mim e no Fernando”, disse.
Júri
Em 23 de novembro, o júri popular do caso Eliza Samudio condenou os réus Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno, pelo envolvimento na morte ex-amante do jogador, em crime ocorrido em 2010. Conforme sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, Macarrão foi considerado culpado pelos crimes de homicídio e sequestro e cárcere privado. Fernanda foi condenada por sequestro e cárcere privado.
O crime
Conforme a denúncia, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. Depois, a vítima foi entregue para o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que a asfixiou e desapareceu com o corpo, nunca encontrado. O bebê Bruninho foi achado com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG).
Além dos três réus que tiveram o júri desmembrado, dois acusados serão julgados separadamente – Elenílson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, teve o processo arquivado.





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