Nesta segunda-feira (21) o bairro São Geraldo tentava retomar a rotina. Para os moradores, ainda é difícil esquecer tudo que aconteceu. “Medo, né? Ninguém sabe explicar o acontecido e como foi”, diz uma moradora. “Foi um fato muito triste porque o pessoal estava ensaiando, e de repente teve esse tiroteio', destaca outra mulher que vive no local.
Hoje o presidente da escola Unidos de São Geraldo, que organizou o ensaio, reabriu o barracão. Para Alan Rios foi um fato isolado, que em nada tem a ver com o carnaval. Contudo, ele afirma que a diretoria chegou a pensar em não desfilar, e cobra mais segurança.
“Acho que temos que procurar de onde está acontecendo a coisa. Estamos precisando de um pouco mais de segurança pública. Pedimos aos responsáveis, à Prefeitura, à Polícia Militar, que dê mais assistência às escolas de samba, que dê mais apoio ao carnaval da cidade”. Ele também lamenta: “a gente faz o carnaval porque é uma festa de alegria, e não uma coisa para trazer tristeza para ninguém”.
A Polícia Militar (PM) já informou que este ano o policiamento durante o carnaval vai crescer 40%, chegando a 140 homens por dia nas ruas. Enquanto o dia 8 de fevereiro não chega, os ensaios de blocos e escolas de samba vão receber maior atenção da policia.
“Agora muda a estratégia do pré-carnaval. Nesses ensaios carnavalescos a PM vai estar mais presente com pontos base, para ofertar ao cidadão sãojoanense a condição de estar naquele local com segurança”, promete o capitão Sandro Tavares.
Entenda o caso
Na noite da última sexta-feira seis pessoas foram baleadas durante um ensaio de carnaval. Três menores com idades entre 14 e 17 anos morreram, e os outros jovens foram atendidos em hospitais da cidade.
De acordo com a PM, quatro homens em duas motos dispararam contra um grupo de pessoas. O motivo seria uma rixa entre moradores de bairros da cidade.





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